O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) realizou, nesta sexta-feira (7), mais uma edição da Oficina de Parentalidade, no Fórum de Macapá. A ação, conduzida pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), reuniu cerca de 35 famílias que possuem processos judiciais em andamento, com o objetivo de estimular o diálogo e a resolução consensual de conflitos familiares.
Durante o encontro, que ocorreu das 8h às 12h em quatro salas de palestras, os participantes receberam orientações práticas sobre divórcio, dissolução de união estável e disputas de guarda. A coordenação foi da juíza Laura Costeira, titular da 1ª Vara de Família e diretora do Fórum de Macapá. Segundo ela, a iniciativa reforça que, mesmo após o fim do casamento, a coparentalidade permanece essencial para o bem-estar dos filhos.
“Embora o vínculo matrimonial tenha se encerrado, a coparentalidade permanece indissociável em prol do bem-estar dos filhos. O projeto orienta pais e mães sobre o papel de cada um nesse novo arranjo familiar e reforça que, independentemente da separação, ambos continuam exercendo uma função essencial e compartilhada na educação e no desenvolvimento dos filhos”, explicou a magistrada.
A Oficina de Parentalidade integra a política do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o tratamento adequado de conflitos familiares. Com caráter educativo e preventivo, o programa busca conscientizar sobre a importância da coparentalidade responsável e os impactos dos conflitos entre os pais no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.
A mediadora judicial e palestrante Eliane Cândido destacou que muitos participantes chegam inseguros, mas logo percebem que o espaço é de acolhimento e reflexão. “Por meio da troca de experiências, os participantes reconhecem comportamentos que precisam ser revistos, assumem o compromisso de adotar novas posturas e fortalecem os vínculos afetivos com os filhos. O resultado é um ambiente familiar mais saudável, que beneficia as crianças e contribui para uma sociedade mais equilibrada”, afirmou.
O participante Luiz Freitas elogiou a iniciativa e ressaltou a mudança de perspectiva. “Percebo que passamos a compreender melhor a perspectiva dos nossos filhos. Muitas vezes, preocupados em resolver conflitos com o(a) ex-companheiro(a), acabamos deixando em segundo plano o que realmente importa: o bem-estar das crianças. As informações que recebi hoje me permitiram enxergar essa realidade sob uma nova perspectiva e certamente contribuirão para transformar nossa dinâmica familiar”, comentou.
A Oficina de Parentalidade é uma das principais ferramentas de humanização do Judiciário brasileiro e integra as ações permanentes do Cejusc no Amapá. Ao longo de 2024 e 2025, o TJAP promoveu diversas edições, com a participação de dezenas de famílias, resultando na redução da litigiosidade e no fortalecimento do diálogo como base para relações familiares mais equilibradas.
