O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), participou na última sexta-feira (10) da reunião da Rede de Atendimento à Mulher do Estado do Amapá (RAM-AP), realizada no auditório da Escola de Saberes do Amapá (Esap), em Macapá.
O encontro reuniu representantes de instituições que compõem a rede estadual de proteção às mulheres, com o objetivo de alinhar estratégias, aprimorar os fluxos de atendimento e aumentar a efetividade das políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero.
Durante a reunião, foram discutidos temas como a inclusão da perspectiva de gênero nas políticas públicas, a qualificação dos serviços prestados e a identificação de desafios que demandam uma atuação conjunta.
A secretária Sônia Ribeiro, representando a Cevid-TJAP, enfatizou que o fortalecimento da rede depende da cooperação contínua entre as instituições e da criação de fluxos mais eficientes para acolher as vítimas. Ela afirmou: “Cada órgão possui um papel essencial dentro dessa rede. Quando há integração entre as instituições, conseguimos oferecer um atendimento mais ágil, humanizado e efetivo às mulheres em situação de violência.”
Um dos destaques da reunião foi o Termo de Cooperação firmado entre o Ministério das Mulheres e os órgãos estaduais, que visa aprimorar o atendimento do Ligue 180. Com essa nova abordagem, os relatos de violência feitos por mulheres no Amapá serão encaminhados diretamente aos órgãos de segurança pública e do sistema de Justiça, como o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes) e as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), visando reduzir o tempo de resposta e tornar o atendimento mais eficiente.
Os participantes também foram informados sobre os resultados obtidos pela Casa da Mulher Brasileira (CMB) nos primeiros meses de funcionamento no estado. Entre as deliberações da reunião, estão a interiorização das ações para municípios mais distantes, o monitoramento contínuo dos indicadores de atendimento, o aprimoramento das informações do Observatório da Mulher, vinculado à Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SEPM), e a indicação de representantes titulares e suplentes de cada órgão integrante.
