No Agosto Lilás, mês de conscientização e combate à violência doméstica, o programa JudiciRádio Notícias desta terça-feira (25) recebeu a subtenente Josianne Santos para falar sobre a atuação da Patrulha Maria da Penha no Amapá.
A policial militar, que atua no 2º Batalhão de Polícia Militar – Veiga Cabral, em Macapá, detalhou as abordagens diárias e as diretrizes operacionais para atender mulheres vítimas de violência na região.
“Fazemos o acompanhamento das medidas protetivas em quatro patrulhamentos: Santana, 1º, 2º e 6º batalhões. Também fazemos a busca ativa com essas mulheres, pois muitas delas sofrem violência, mas, se quer denunciaram ou possuem medida protetiva”, destacou Josianne Santos.
A subtenente explicou que a chegada da equipe nas casas das mulheres assistidas permite um “estudo” do histórico de violência e outras vulnerabilidades, encaminhando-as para atendimento com outras instituições da Rede de Atendimento à Mulher (RAM) no Amapá.
A articulação da rede de atendimento possibilita que as vítimas tenham acesso a serviços de saúde e assistência social. Josianne também deixou um recado para quem ainda não denunciou: “Você que ainda não resolveu denunciar, denuncie. Lembre-se que nunca estará sozinha. Temos todo um suporte para acompanhá-la e estaremos juntas em todo o processo da medida protetiva para garantir seu cumprimento. É necessário dar o primeiro passo”.
A Patrulha Maria da Penha foi instituída no Amapá pela Lei Estadual nº 2.699, de 03 de maio de 2022, e regulamentada pela Portaria QCG/PMAP nº 294, de 13 de dezembro de 2022. As equipes são compostas por três policiais militares, incluindo pelo menos uma policial feminina, para oferecer um atendimento mais acolhedor às vítimas.
