sábado, 10 de outubro de 2026
Postado emAmapá, Política

Juízas do Amapá participam de encontro no STF sobre desafios da magistratura feminina

Juízas do Amapá participam de encontro no STF sobre desafios da magistratura feminina
Juízas do Amapá participam de encontro no STF sobre desafios da magistratura feminina
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As juízas Elayne Cantuária e Carline Nunes, do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), participaram na última quinta-feira (20) do I Encontro de Juízas no Supremo Tribunal Federal (STF). O evento reuniu magistradas de 37 tribunais e órgãos do sistema de Justiça para debater obstáculos enfrentados pelas mulheres na carreira e propor medidas de equidade de gênero no Judiciário.

Na abertura, a ministra Cármen Lúcia, única mulher no STF, defendeu a transformação do debate em ações concretas. “É preciso estarmos todas na mesma página, com clareza sobre os desafios que enfrentamos, as denúncias que precisamos fazer e as propostas que devemos apresentar”, afirmou. Ela também destacou que, apesar dos avanços, ainda há barreiras estruturais: “Nós, juízas, temos o mesmo regime constitucional e o mesmo estatuto jurídico dos juízes, mas não somos tratadas igualmente”.

A juíza Elayne Cantuária avaliou o encontro como um espaço de escuta e construção coletiva. “Foi uma oportunidade muito significativa para conhecermos diferentes realidades e percebermos que muitos dos desafios enfrentados pelas magistradas são comuns em todo o país”, disse. Já a juíza Carline Nunes reforçou a necessidade de garantir igualdade de oportunidades ao longo da carreira: “Não basta ampliar a presença das mulheres. Precisamos garantir condições para que elas tenham as mesmas oportunidades de crescimento, participação e acesso aos espaços de decisão”.

Os debates incluíram a política de cuidados, com relatos sobre dupla e tripla jornada, e a necessidade de apoio institucional à maternidade e parentalidade. Também foram discutidas a ampliação da participação feminina em cargos de liderança, o fortalecimento de políticas afirmativas e a produção de dados sobre a realidade das magistradas para subsidiar ações de enfrentamento à discriminação e assédio.

Ao final, as participantes foram divididas em três grupos para elaborar propostas sobre paridade de gênero, visibilidade das juízas e uma Justiça mais acolhedora. Os encaminhamentos serão avaliados pela ministra Cármen Lúcia e levados ao presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin.

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