O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) o início da retirada gradual dos subsídios aos combustíveis, em resposta à recente queda no preço do petróleo. A primeira medida será o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, que passa a valer a partir desta quarta-feira (1º).
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que a decisão se baseia na recuperação dos preços internacionais do petróleo, que voltaram a níveis anteriores à crise no Oriente Médio. ‘Estamos tirando a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel a partir de amanhã e não vamos parar por aqui’, afirmou Durigan, mencionando a avaliação de outras subvenções, como a de R$ 1,12 do diesel e R$ 0,44 da gasolina.
A equipe econômica do governo está monitorando diariamente os preços do petróleo e dos combustíveis no mercado interno para decidir sobre a retirada de outros incentivos. Embora a subvenção do diesel seja encerrada, os demais benefícios permanecem em vigor, mas sob análise.
A retirada dos subsídios ocorre após a redução das tensões no Oriente Médio, com um acordo parcial de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, resultando em uma queda do barril do petróleo tipo Brent para cerca de US$ 70. O governo argumenta que a retirada gradual dos subsídios também visa preservar as contas públicas.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, ressaltou que a decisão está alinhada com o compromisso fiscal do governo para 2026. Ele destacou que a diminuição do preço do petróleo e a arrecadação extraordinária com royalties e tributos relacionados à commodity justificam a retirada dos subsídios.
A expectativa é que, se os preços do petróleo se mantiverem estáveis, os incentivos ao diesel e à gasolina sejam reduzidos nas próximas semanas. O presidente da ANP, Artur Watt Neto, afirmou que a retirada dos subsídios foi planejada para não impactar significativamente os preços dos combustíveis ao consumidor final.